Em memória do músico, falecido no último fim de semana, algumas palavras de Steve Albini (via Pitchfork):

Echo Chamber: Steve Albini on Jason Molina

 

“I loved hearing Jason Molina sing. He was a genius at turning a phrase and making it into something more than the words in it. Jason was almost supernaturally prolific, and several times I watched him write an album’s worth of songs in a weekend, recording them on the spot. Much of his recorded output with Magnolia Electric Co is the evidence of him and the band playing his songs for the very first time. It’s amazing, really, that it was any good at all, much less so touching and fully realized. Jason was a unique talent and I will miss him. My heart goes out to all his friends and family, all of you I’ve met have been good people who did well by Jason.”

Para ler em 2013

2013/03/01

Para ler em 2013

Não pretendo me prender muito ao levantamento, no sentido de ler também outras coisas que caírem na minha mão ao longo do ano, assim como foi em 2012.

Ahhh o Phoenix…

Há bons meses não falo nada sobre shows que vi entre abril e novembro de 2012. Como esse é um assunto que sempre me interessa, abaixo os tais (sucintos) comentários:

Bob Dylan (22/04/2012, Credicard Hall, São Paulo)

Meu plano era ver o show de Dylan em Belo Horizonte, mas precisei viajar em cima da hora e vendi meu ingresso. Consegui me organizar e assisti a um dos shows em São Paulo, que foi incrível. Em comparação ao show que vi em 2008. houve algumas mudanças no setlist e gratas surpresas como “Not Dark Yet” e “Tangled Up in Blue” apareceram. Uma noite memorável.

Conexão Vivo (Conexão Vivo 2012, Belo Horizonte)

Em eventos do bem estabelecido festival, assisti a shows de Tulipa Ruiz, Thiago Pethit, Apanhador Só, Garotas Suecas e Bixiga70, no Palácio das Artes e no Parque Municipal de Belo Horizonte. Dentre as bandas que eu já havia visto (Tulipa, Apanhador Só, Garotas Suecas) foi interessante ver o caminho que estão tomando ao vivo, assim como novas músicas. Thiago Pethit faz um show cativante, mas o grande destaque de todo o festival foi o Bixiga70, com seu poderoso naipe de metais e groove pujante.

Los Hermanos (21/05/2012, Chevrolet Hall, Belo Horizonte)

Desse falei aqui.

Festival Cultura Inglesa 2012 (27/05/2012, Parque da Inpendência, São Paulo)

O evento gratuito no parque da independência em São Paulo teve como grande destaque o show do Franz Ferdinand, mas antes das estrelas, vi The Horrors, We Have Band e Garotas Suecas (cantando Rolling Stones) fazendo bons shows.

Cícero (09/06/2012, Teatro Sesiminas, Belo Horizonte)

O jovem músico fez show razoável mostrando as canções de seu álbum de estreia (Canções de Apartamento) no aconchegante teatro.

Tom Zé (24/06/2012, Praça Duque de Caxias, Belo Horizonte)

O festival Natura Musical Minas reuniu pela segunda vez artistas tocando de graça em espaços públicos de Belo Horizonte. Na Praça Duque de Caxias, houve performances de Otto, Graveola e o Lixo Polifônico e Tom Zé. Só assisti ao último show, que foi bastante inspirado. Tom Zé brinca com as estruturas de suas composições ao vivo acompanhado por uma boa banda de músicos que talvez tenham metade de sua idade. Houve ainda a presença de Mallu Magalhães, que cantou junto de Tom sua canção “Velha e Louca” e uma improvisação no bis.

The Creators Project (05/08/2012, Moinho, São Paulo)

O festival em São Paulo foi uma grata surpresa. Além de shows, instalações e artes gráficas digitais ocuparam o espaço. Em relação a shows, dois destaques: a rapper curitibana festeira Karol Conká e o duo novaiorquino Tanlines. Gosto muito do Tanlines e já havia visto um show deles em Belo Horizonte em 2010. No show de agosto último, a banda mostrou várias canções do disco de estreia , o ótimo Mixed Emotions. O setlist foi aberto com uma versão de “Rain Delay” só na guitarra e seguiu emendando os pequenos grandes hinos infectados de synths da banda, como “Brothers”, “Green Grass”, “Real Life” e “All of Me”, o gran finale.

Mombojó (01/09/2012, Funarte, Belo Horizonte)

O show dos pernambucanos foi parte da Mostra Cultural Mais Contemporânea, que reuniu shows ao longo de fins de semana durante quase três meses na Funarte, no centro de Belo Horizonte. O Mombojó é uma de minhas bandas brasileiras favoritas e revê-los foi um grande prazer, especialmente pelos bons momentos ao vivo de seu disco mais recente, Amigo do Tempo, como “Passarinho Colorido” e “Casa Caiada”.

Robert Plant (20/10/2012, Expominas, Belo Horizonte)

O mítico cantor trouxe sua banda Sensational Space Shifters para o Brasil e mostrou um excelente agrupamento de músicas de sua carreira solo e versões para hits do Led Zeppelin. O viés expansionista das influências fez bem aos hits do Led Zep, assim como a técnica da banda. Não sou lá um grande conhecedor da carreira solo de Plant, mas sua energia e carisma no palco foram responsáveis por bons momentos.

Tulipa Ruiz (16/11/2012, SESC Palladium, Belo Horizonte)

Se o show de Tulipa que vi em maio não teve nenhuma canção de seu segundo álbum (Tudo Tanto, lançado em Agosto), esse em novembro teve grande parte do repertório saída de lá. Btomou, mas ao vivo Tulipa ainda tem muita força, especialmente em função de sua banda de apoio.

Dirty Projectors (30/11/2012, Cine Joia, São Paulo)

Numa quente noite de sexta-feira, a banda de Dave Longstreth fez um show ao mesmo tempo vigoroso e leve. O tom e a temática do disco Swing Lo Magellan definiram os rumos ao vivo da noite, assim como a apurada técnica da banda no palco. Além dos destaques do álbum, pintaram canções do álbum Bitte Orca, de 2009, como “Stillness is the Move” e “No Intention”. Eis uma banda que só melhora. O show foi tradicionalmente encerrado com “The Impregnable Question”.

O que li em 2012

2013/01/07

No princípio de 2012, reuni alguns livros que acumulei para que fossem lidos ao longo do ano. Entretanto, não tive (nem quis ter) disciplina para seguir a compilação acima, apesar de ter lido alguns livros da relação. O que li em 2012 foi o seguinte:

Lobão – 50 anos a mil

Charles Bukowski – Mulheres

Peter Biskind – Como a Geração Sexo, Drogas e Rock’n’Roll Salvou Hollywood

Zuenir Ventura – 1968: O ano que não terminou

Woody Allen – Que Loucura

Mia Couto – Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Márcio Borges – Os Sonhos não Envelhecem: Histórias do Clube da Esquina

Shakespeare – Macbeth

Keith Richards – Vida

Mia Couto – Terra Sonâmbula

Judy Parkinson – Remember, Remember, the 5th of November

Jennifer Egan – A Visita Cruel do Tempo

João Paulo Cuenca – A Última Madrugada

Leandro Narloch – Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Maurício de Sousa – As Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Volume 7)

Hervé Bourhis – O Pequeno Livro do Rock

Stieg Larsson – Os Homens que não Amavam as Mulheres

Marc Spitz – Bowie: uma Biografia

Jennifer Egan – O Torreão

Para 2013, pretendo dar atenção a obras brasileiras contemporâneas. Farei um post com uma foto de uma relação inicial no início de fevereiro.

Reflexão do dia

2012/07/19

Artistas que tendem a sempre fazer o mesmo álbum, mas quase sempre me agradam:

– Tom Waits

– The Gaslight Anthem

– Ramones

Aceito sugestões, minha memória está falha.

Escuto esta gravação aproximadamente 13 vezes por dia.

Assisti na semana passada a um dos shows da turnê de comemoração de 15 anos dos Los Hermanos. Gosto da banda e já havia visto seus shows antes, mas o repertório dessas apresentações dessa turnê tem sido peculiar. A inclusão de várias canções do primeiro disco da banda (que pouco tem a ver com o caminho que tomariam ao longo dos três próximos) foi positiva e causou grande comoção em mim e na plateia.

Outra coisa em que ando pensando: Seriam os Los Hermanos algo como um equivalente brasileiro dos Pixies? Desde que a banda norte-americana se reuniu em 2004, passou a fazer enormes apresentações pelo mundo e viu seu cachê subir bastante. Os shows (sem nenhum material novo) prosseguem e até turnês tocando um disco em sua integridade (o Doolittle) foram feitas.

Se os Pixies esperaram mais de 10 anos para se reunir depois do fim, a reunião dos Los Hermanos veio míseros dois anos após o “fim”. E então desde 2009 a banda vem fazendo shows em festivais (Just a Fest, SWU) e cidades brasileiras celebrando sua a obra de seus 4 álbuns. Os membros mantém carreiras solo e outros projetos, assim como fazem os dos Pixies. A grande questão: é o polpudo cachê de turnês de reunião o que motiva os repetecos?

Pensando que esses shows continuem a acontecer, qual seria o caminho para a banda ao vivo? Turnês tocando a íntegra do “Bloco do Eu Sozinho” ou “Ventura”?

Particularmente tenho algum ceticismo em relação a esse tipo de turnê, mas acabo me rendendo e pagando um ingresso para ver os shows (o que aconteceu tanto com os Pixies como com Los Hermanos).

Eis a escalação:

Se eu pudesse escolher 10 desses nomes para compor parte das atrações de 2013 das edições sul-americanas, certamente seriam: The Walkmen, Black Sabbath, Jack White, Sigur Rós, The Shins, Frank Ocean, The Tallest Man on Earth, The Gaslight Anthem, M83 e Bear in Heaven. Desconsiderados estão os Black Keys e At the Drive-In, possíveis atrações em outros festivais brasileiros no segundo semestre de 2012.

O fim de semana da páscoa de 2012 viu a festejada estreia do Lollapalooza em São Paulo. Se do lado logístico houve um considerável número de problemas, musicalmente o festival foi bastante coeso. A acessibilidade via transporte público do evento era razoável: uma estação de metrô (de uma linha que se conectava com outras linhas) chegava até a aproximadamente 600 metros de um dos portões do festival. A ida para o festival desse jeito funcionava razoavelmente bem, mas a volta, pelo número colossal de pessoas tentando fazer uso do mesmo serviço ao mesmo tempo, foi caótica. A Aglomeração nas proximidades da estação de metrô Butantã fizeram com que a polícia a fechasse antes mesmo de seu horário previsto de funcionamento. Mesmo no segundo dia, quando houve 15 mil presentes a menos (60 mil contra 75 mil do sábado), o problema foi recorrente. Musicalmente, o que segue abaixo é o resultado de escolhas para que quase sempre privilegiaram um show inteiro em detrimento de ver um pedaço de apresentações simultâneas.

Das bandas que surgiram na primeira metade da década (20)00, Band of Horses e TV on the Radio certamente estão entre minhas favoritas e meu entusiasmo para essas apresentações era enorme. Logo ao subir no palco, Ben Bridwell introduz sua Band of Horses e logo pega uma gaita para iniciar o show com a balada “For Annabelle”. Se no último disco da banda, Infinite Arms, a voz de Ben perdeu seu agudo característico, ao vivo ela continua soando daquele jeito estridente dos primeiros álbuns. A banda segue com “The First Song” e Ben se posiciona em sua pedal steel guitar. A alegria da banda é visível no palco e Ben faz questão de além de agradecer aos presentes, mencionar sua gratidão aos Foo Fighters (que indicaram a banda para tocar no festival) e Joan Jett. O setlist incluiu três canções de Infinite Arms (“For Annabelle”, “NW Apt.” e “Laredo”), cinco de Cease to Begin(“Is There a Ghost”, “Cigarettes, Wedding Bands”, “The General Specific”, “No One’s Gonna Love You” e “Islands on the Coast”) , quatro de Everything all the Time (“The First Song”, “The Great Salt Lake”, “Weed Party” e “The Funeral”) e a tracional cover de “Am I a Good Man?”, do Them Two.  Todas as canções com levada mais lenta soaram bem, mas foram os grandes rocks da banda que realmente brilharam. Músicas como “The Funeral”, “Islands on the Coast”, “The Great Salt Lake” e “Cigarettes, Wedding Bands” parecem ter sido escritas para serem executadas ao ar livre. Antes do glorioso encerramento com “The Funeral”, Ben agradeceu novamente por poder tocar em nosso “bonito país” e disse que espera novo convite. Se a popularidade da banda é restrita no Brasil, em sua terra natal e na Europa a banda caminha para um tamanho bastante considerável e já fez turnês com nomes como Pearl Jam, Foo Fighters, My Morning Jacket e Kings of Leon (não que essa última mereça respeito).

Correndo para o palco Cidade Jardim, a TV on the Radio já mandava ver com “Halfway Home”. Apesar de ter mostrado seu enorme esforço ao vivo e real profissionalismo, a grande maioria do público, sedento pelos headliners Foo Fighters, ignorou a banda. Tunde Adebimpe soltou a voz, falou coisas em português (“E como que é? E o que mais?”) andou pela passarela e todo o conjunto da banda mostrou sua potência, mas a rapeize queria mesmo era o que tempo passasse rápido. O show apresentou canções de todos os álbuns da banda e ainda do EP Young Liars. Algumas canções soam ao vivo como verdadeiras porradas entre o proto e o pós-punk, caso de “Dancing Choose”, “The Wrong Way”, “Caffeinated Consciousness”, “Repetition” (tocada com o convidado Dave Navarro na guitarra) e a derradeira “Wolf Like Me”. A banda deu sangue, mas pouca gente percebeu. Os fãs dispersos pelo ambiente pelo menos curtiram.

Dadas a grande aglomeração de gente esperando os Foos e a mobilidade difícil pelos arredores do palco Cidade Jardim, decidimos não ver o show de Joan Jett. A banda é pontual e antes de começar sua esperada apresentação, Dave Grohl dá a tradicional corridinha pela passarela em frente ao palco. A banda vai em seguida mostrando hit atrás de hit, sempre acompanhada de berros e intensa agitação do público. Difícil sabe em qual das nove primeiras músicas (“All My Life”, “Times Like These”, “Rope”, “The Pretender”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “White Limo”, “Arlandria” e “Breakout”) a plateia se empolgou mais. Suspeito que tenha sido em “My Hero”, mas vai saber. Depois dessa bateria inicial, a banda reduz um pouco a velocidade e volta a acelerar em “Monkey Wrench”. A primeira música do bis é uma agradabilíssima surpresa: “Enough Space”. Não que a música seja desconhecida, apenas me parece que não é tocada com tanta frequencia ao vivo há uns anos. Dave Grohl convida Joan Jett para acompanhar a banda em duas canções que ela popularizou (“Bad Reputation” e “I Love Rock ‘n’ Roll”) e tudo termina num energético take de “Everlong”. Pessoalmente acho que o começo do show foi o momento mais explosivo, mas o conjunto da apresentação foi ótimo. A voz de Grohl anda sendo questionada em função de um cisto na garganta, mas seus gritos característicos estavam todos lá. De longe a apresentação mais vigorosa do festival.

No dia seguinte, o domingo de páscoa, um número consideravelmente menor de pessoas no Jóquei, chegamos por volta de 15h e o show do Thievery Corporation foi acompanhado de lado. Uma grande banda acompanhava Rob Garza e Eric Hilton. Às 16h rolava no palco alternativo o Black Drawing Chalks, talvez a mais relevante banda stoner rock em atividade brasileira e ogo no começo do show pintou “My Favorite Way”. Paralelamente tocava no palco Butantã o Friendly Fires. Além do naipe de metais, o destaque natural da banda é o vocalista sempre empolgado Ed Macfarlane. Às 18h, sob um céu de trovoadas (mas chuva fraca) a veterana Garage Fuzz fez a felicidade de muitos tiozinhos no palco alternativo. A plateia era numerosa e boa parte tinha visível afinidade com o grupo e cantava os refrões melódicos com avidez.

Em seguida, no palco Cidade Jardim, o Foster the People fez um show impressionante. Com a óbvia exceção dos Foo Fighters (e talvez do Skrillex, não posso dizer por não ter visto o show), foi a banda que mais incendiou o pessoal. Logo na primeira canção (“Houdini”) já se notava presentes cantando a plenos pulmões e vibrando. O pop do grupo californiano já atinge muita gente, mas não há limites para onde a popularidade da banda pode chegar. Foi essa a impressão que tive na bateria de canções finais do grupo, mais especificamente “Call It What You Want”, “Don’t Stop (Color on the Walls), “Helena Beat” e “Pumped Up Kicks”, espertamente guardada para uma versão estendida como última canção. Uma apresentação ridiculamente dançante, cativante e envolvente.

Fechando o palco Butantã, houve o Jane’s Addiction, provável show mais técnico do festival. Em um mar de bandas relativamente jovens, Perry Farrel e cia. esbanjavam experiência, showmanship e carisma. Perry dizia estar muito satisfeito em ver o bom resultado de seu festival no Brasil e dizia pequenas frases antes de suas canções, como a de que estava se divertindo muito “Just Because” e também de que precisaria ir para sua casa por “Been Caught Stealing”. Vimos um pedaço do show e rumamos até a tenda Perry’s para tentar pegar um pedaço dos Racionais MC’s, mas um enorme atraso ocorreu. O grupo só deu as caras quase uma hora depois do horário previsto (o único atraso do grande número de shows do fim de semana, frise-se) e nessa hora já estávamos longe, vendo os Arctic Monkeys, que como headliners do segundo dia, fizeram um bom show de rock. Meu primeiro encontro com a banda não foi muito completamente satisfatório na verdade: estava doente no dia e assisti o show de longe e sem muito ânimo. A performance teve méritos, mas não consegui curtir em função da gripe lazarenta que tinha no dia. Já esse segundo show da banda que vi foi bastante diferente. Mesmo tendo passado todo o dia em pé pelas dependências do Jóquei , ainda restava energia para pular e cantar os refrões do quarteto de Sheffield. A banda passa por um interessante processo de amadurecimento, mas paralelamente entende sua vocação roqueira e a realiza muito bem em cima do palco. É que fica claro em pedradas como “Brianstorm” e “When the Sun Goes Down”. As baladas e canções mais melódicas também arrancam suspiros da plateia, como “Do Me a Favour” e “Fluorescent Adolescente”, momento mais festejado do show. Uma divertida conclusão para um fim de semana que teve erros (logísticos da produção do festival e de sua integração com a prefeitura da cidade de São Paulo) e acertos (a curadoria musical). Até 2013.

Top 5 shows Lolla Brasil 2012

1. Band of Horses

2. Foo Fighters / TV on the Radio

4. Foster the People

5. Arctic Monkeys